Saudações!
O post abaixo foi descaradamente traduzido do excelente blog “Living in the Past”. Enjoy.
Quando alguém morria, além do sentimento pessoa, havia um ritual a ser seguido, uma espécie de “etiqueta do luto”. Após a morte de alguém da família, você deveria escrever para todos os amigos e parentes num papel com as margens negra; não precisava ser uma carta longa, apenas uma nota sobre o falecimento. Os convites para o funeral seriam mandados em poucos dias.
Se você fosse o amigo ou parente a receber a nota de falecimento, deveria ir à casa do falecido oferecer suas condolências e serviços. A oferta dos serviços era esperada dos homens, porque eles poderiam dar alguma ajuda prática à família enlutada.
Algumas vezes essa família não queria receber visitas ou não era possível visitá-los. Nesse caso você deveria escrever uma carta de condolências. Se você não conhecia muito bem o falecido, poderia mandar seu cartão de visita com a palavra “condolências” escrita sobre ele. Se você fosse próximo ao morto, porém, deveria escrever uma nota mais pessoal, buscando confortar a família.
Ofertas formais eram enviadas à casa no dia do funeral. Se você fosse próximo à fam,ília, poderia levar flores.
Se você fosse convidado a carregar o caixão, deveria considerar isso não só uma obrigação, mas uma grande honra. Apenas aqueles que o falecido estimava eram convidados. Se você recusasse, porém, deveria ter uma ótima desculpa.
Da morte ao funeral, a família do falecido seria raramente vista fora de casa. A família não organizava o funeral sozinha. Um amigo confiável faria o favor de arranjar o velório, o funeral e o coveiro. Uma amiga compraria os trajes de luto. A única coisa que restava à família era organizar os lugares do velório e arranjar carruagens para os amigos mais próximos.
As roupas…
Para o funeral, as mulheres vestiam um vestido preto liso e véu negro. Deveriam considerar também um lenço negro bordado.
Os homens usariam um terno preto, luvas, chapéu e gravata. O chapéu deveria ter uma faixa de tecido negro ao seu redor.
Após o funeral, o uso dos trajes de luto era facultativo. Se você optasse por seguir os hábitos tradicionais, de origem vitoriana, deveria se abster de bailes, jantares, chás… Se você não quisesse abrir mão da sua vida social, era melhor não vestir o luto.
Muitas famílias que se consideravam “bem nascidas” não envergavam o luto. Usavam trajes negros no funeral e depois, apenas cores discretas. Mas, se era para adotar o luto, que fosse completo. O melhores tecidos para vestidos eram a casemira e uma variedade de algodão chamada Henrietta. Sarja francesa para os melhores trajes de alfaiataria. Paraos casacos caseiros, crepes.
A viúva deveria vestir uma espécie de boina escura, coberta com uma capa de renda ou crochê.Também poderia usar um véu de crepe ou musselina. Era costume usar durante o primeiro ano de luto, mas isso já havia caído por volta de 1908.
Filhas solteiras deveruam usar um chapéu pequeno decorado com seda sem brilho ou véu de crepe. As luvas negras eram opcionais.
Se jóias fossem usadas, apenas em pequena quantidade e feitas em hematita ou esmalte.
A duração do luto variava de acordo com a relação que se tinha com o morto:
Se a mulher morria, o marido usaria luto por dois anos;
Se o marido morria, a esposa usava luto profundo por um ano. Nos 9 meses seguintes, o crepe era reduzido aos poucos, até que ela estivesse usando apenas o traje preto nos três últimos meses;
Se um dos pais morresse, a criança usaria preto o tempo todo por um ano;
Se um filho morria, os pais criança usariam preto o tempo todo por um ano;
Em caso de morte de um irmão, luto fechado por cinco meses e meio-luto por um mês.
Na morte de um avô, luto fechado por nove meses;
Se um tio ou sobrinho morresse, luto fechado por três meses.
Primo em primeiro grau, luto por seis semanas.
A esposa veste o luto pelos parentes do marido e vice-versa.
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Após as exéquias, os enlutados deixavam a casa do falecido. A casa era então aberta e procurava-se torná-la o mais alegre possível.
Alguns dias depois, cartões eram enviados àqueles que participaram dos funerais ou enviaram flores, agradecendo a lembrança e as condolências.
A correspondência também era afetada pela morte. Se você perdia um ente querido, cartões e cartas eram escritas em papel com bordas negras. Nos primeiros seis meses, a largura era de aproximadamente 1.5cm; após isso, 0.75 cm.
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Mme. Mean
Pauline Kisner é historiadora, aprendiz de confeiteira, futura empresária, escritora amadora e nerd. Vive em Florianópolis, dividida entre livros, trabalhos manuais, computadores, um marido cartunista, uma labradora carente chamada Vibeke, um gato preto chamado Vader e uma gata branca chamada Leia.













Ótima matéria!!