Para quem pesquisa ou simplesmente gosta de moda histórica, as fotografias são um sempre uma ótima fonte de informação. E de risadas também, sejamos sincer@s. É muito fácil encontrar fotos do século XIX e começo do século XX em acervos online, principalmente europeus e norte-americanos, alguns deles até disponíveis em grupos bem ativos do Flickr. Já as fotos brasileiras não parecem tão conhecidas ou disponíveis aos nossos internautas, mas isso é só ilusão. Nós temos um dos maiores acervos de fotografias do período 1860-1920 e uma parte considerável dele está disponível para consulta online (e download). Estou falando da Coleção Francisco Rodrigues, digitalizada pela Fundação Joaquim Nabuco e cedida ao portal Domínio Público.
A história dessa nada humilde coleção (ela conta com cerca de 17.000 registros!) remonta a 1927, quando o cirurgião dentista Augusto Rodrigues, de Recife, iniciou a coleta e organização de fotografias que retratassem homens e mulheres da região, de diferentes idades, com atenção particular aos membros das famílias mais eminentes. Muitas das figuras que desfilam nessas fotos são senhores de engenho, políticos, escritores, intelectuais, comerciantes e membros da nobreza brasileira e europeia; mas também temos registros sem nenhuma identificação ou retratando escravos. E não são só fotografias, mas também daguerreótipos e registros obtidos por outros processos. Essa coleção imensa acabou sendo administrada pelo filho do Dr. Augusto, o também dentista Francisco Borges Rodrigues.
Em 1974, a coleção foi incorporada ao Museu do Açúcar, o qual passou a integrar o Instituto Joaquim Nabuco em 1981. Sob a guarda desse órgão foi catalogada e digitalizada.
COMO ACESSAR A COLEÇÃO:
1. Acesse o endereço http://www.dominiopublico.gov.br
2. Na página inicial do site, você já poderá ver o formulário de pesquisa simples. Selecione “Imagem” como o tipo de mídia desejada:
2. No campo Categoria, escolha “Fotografia”.
3. O campo “autor” pode ficar em branco. No campo “Título”, digite Francisco Rodrigues:
4. A tela de resultados vai mostrar uma lista com mais de 6.000 registros digitalizados, que são aqueles que estavam em condições de suportar o processo e que eram legíveis. As fotografias vêm com o nome da(s) pessoa(s) retratada.
5. Clicando no nome, você abre a tela individual de identificação do arquivo. Muitas fotos (nem todas) trazem o nome do fotógrafo ou do estúdio onde foi feito o registro. Clique no botão “baixar” para abrir o arquivo em resolução média de 300dpi.
Para mais informações sobre o processo de digitalização do acervo, leia aqui um artigo de Albertina Otávia Lacerda Malta.
Boa pesquisa!
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Mme. Mean
Pauline Kisner é historiadora, aprendiz de confeiteira, futura empresária, escritora amadora e nerd. Vive em Florianópolis, dividida entre livros, trabalhos manuais, computadores, um marido cartunista, uma labradora carente chamada Vibeke, um gato preto chamado Vader e uma gata branca chamada Leia.

















